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Biópsia transtorácica

A biópsia transtorácica guiada por imagem é um procedimento médico invasivo em que se retira uma pequena amostra do pulmão (ou pleura) através de uma agulha, após o local desejado ter sido encontrado. A realização da TAC permite que o exame seja muito dirigido para o local onde existe a alteração, gerando maior rentabilidade. Em alguns casos, pode ser utilizada a ecografia em vez da TAC, especialmente se forem lesões junto à parede torácica, ou sejam muito periféricas, e se o médico tiver experiência.

Este exame é realizado principalmente para obter amostras de nódulos/massas que tenham sido encontradas num exame de imagem, geralmente uma TAC, de modo a que a equipa médica consiga perceber qual a origem dessa alteração.

Este procedimento geralmente é realizado por um médico Imagiologista, mas pode ser feito por um Pneumologista, se tiver experiência. Uma vez que o exame necessita de várias confirmações de que será biopsado o local correto, ele pode demorar entre 20 a 30 minutos, mas a duração da picada propriamente dita é relativamente rápida. Ou seja, a maior parte do tempo é dedicada à preparação e à certificação que tudo é realizado com o mais índice de segurança possível.

Este exame é realizado sob anestesia local, se bem que em pessoas mais ansiosas ou nervosas pode ser necessário ajuda de algum tipo de sedativo ligeiro.

O médico que faz a biópsia primeiro limpa e desinfeta a pele e, em seguida, administra um anestésico local para anestesiar a área o melhor possível. Em seguida, o médico insere a agulha no pulmão usando ecografia ou a tomografia computadorizada para guiar a agulha até o nódulo. Assim que esta se encontra no lugar desejado, a amostra de biópsia é retirada e a agulha é removida. De seguida, é avaliado novamente por ecografia/TAC de modo a perceber se houve alguma complicação imediata.

Na imagem em baixo, é possível observar a imagem obtida numa TAC da lesão a ser atingida pela agulha (a branco).

Se tudo estiver bem, a ferida no local de inserção é coberta com um penso e a ferida fecha naturalmente, sem a necessidade de pontos.

Em alguns locais o exame é realizado em ambulatório, em que o doente tem alta após algumas horas. Noutros locais, é necessário que o doente esteja internado. O internamento é mais premente, independente do local do exame, se se tratar de um doente de grande risco de complicações, nomeadamente, se tiver enfisema pulmonar ou alterações da coagulação.

Se uma biópsia for realizada, a amostra será enviada a um laboratório para ser analisada por um anatomopatologista que examina o tecido sob um microscópio para determinar as suas caracteristicas.


A maioria dos exames ocorre sem qualquer problema. No entanto, existem riscos a referir.

Ao tentar atingir o nódulo, há o risco de se perfurar o pulmão, o que pode provocar que o ar saia para a Pleura, levando a um Pneumotórax. A maioria dos Pneumotórax, quando ocorre, são de pequena dimensão e resolvem por si mesmo, mas em cerca de 15-20% pode ser necessário aspiração do ou colocação de um dreno torácico.

Na imagem em baixo, pode-se observar que ocorreu um pneumotórax após o procedimento (ver zona completamente escura, seta branca).

Uma complicação mais frequente é a existência de dor no local da inserção da aguda, mas geralmente é leve e desparece ao fim de poucos dias.

Uma complicação mais rara é uma hemorragia, devido ao risco de ao percorrer o caminho até chegar ao nódulo poder provocar lesão em algum vaso sanguíneo da pele, parede torácica ou mesmo no pulmão. O sangramento pode ser para a cavidade pleural ou em casos raros pode existir mesmo uma hemoptise, em que tosse com hemorragia. Na maioria das situações em que isto ocorre é um episódio ligeiro e que resolve rapidamente.